Aviões e Arranha-céus

um monólogo manipulado
de Ricky Seabra
 
dia 09 de Julho de 2007 no FIT de São José do Rio Preto 
 
Aviões & Arranha-Céus é uma performance solo do artista Ricky Seabra, com direção de Andrea Jabor, que funde animação ao vivo, manipulação de imagens, música e contação de histórias.
Durante toda a vida, Ricky Seabra sempre esteve intrigado e fascinado por aviões e arranha-céus. Durante o tempo em que ele viveu em Nova Iorque ele ía com frequência ao observatório no 110° andar do World Trade Center. Ele se voltava para os céus e se deleitava ao observar o movimento dos aviões por entre os edifícios como se fosse uma coreografia. Os ataques de 11 de setembro colocaram estas memórias sob um nova ótica.
Em Aviões & Arranha-Céus, Ricky Seabra conta, entre outras coisas, o que significa a perda de um horizonte e um céu que inspira confiança e sonhos. É uma jornada por histórias de decepção e esperança que mergulha mais a fundo do que o ataque ao símbolo do poder financeiro.
 

 
 CRÍTICAS 
O Público, Lisboa / Le Monde, Paris / Volkskrant, Holanda
 
"O que é comovente neste espectáculo é a forma como Ricky Seabra, com o seu olhar pessoalíssimo, o seu fascínio por aviões e arranha-céus, humaniza os acontecimentos trágicos do dia que mudou o mundo sem nunca transformar o espectáculo num somatório cronológico de factos, sem fazer demagogia sobre o assunto e estimulando o espectador a reviver o seu próprio 11 de Setembro."
 
 O Público, Lisboa, Portugal

 
 "O suspense se mantem de começo ao fim no espetáculo de objetos e projeções Aviões e Arranha-céus manipulado brilhantemente pelo americano-brasileiro Ricky Seabra. O tema já é conhecido: se trata do 11 de setembro de 2001. Re-visto através do prisma mágico da memória de Seabra. Fã desde a infância de aviões e arranha-céus, ele faz uma decodificação emocional do acontecimento ligado a sua vida. Entre autoficção, histórias pessoais e hipoteses e sobre as causas deste ato de terrorismo, o Ricky Seabra elabora un cenário sofisticado diante de nossos olhos graças a um dispositivo de vídeo. Ele manipula imagens recortadas de revistas, compõem colagens sobre o quais faz planar aviões miniaturas, e mostra filmes de arquivo. O resultado é projetado sobre um telão ligado ao Seabra. Não perdemos nada desta epopéia definitiva como a perda de inocência e fé no futuro. Derrota do humano, derrota da invenção arquitetônica, depois de Ricky Seabra não podemos mais olhar aviões e arranha-céus da mesma maneira."
 
Le Monde, Paris - Rosita Boisseau - França
 

  
"O que o performer Ricky Seabra consegue bem nos fazer sentir é que, neste desastroso dia, muito mais que o colapso de um par de torres aconteceu. Com imagens belas e originais, este "In Memorium" mostra que o pensamento progressista recebeu um baque desnorteador que será sentindo por muito tempo ainda.
Volkskrant, Holanda

 
 "Uma linda história sobre memórias de aviões e arranha-céus que precisam achar um novo lugar depois dos ataques do onze de setembro. Uma combinação de palestra e filme, artesão e contador de histórias. Simples, forte, sem reclamações e direto ao coração. É de verdade uma pequena jóia na inundação de documentários sobre o 11 de setembro."
 
 crítica holandesa de site sobre cultura (www.moose.nl)
 

crítica em francês, 
Le Monde, Paris
Les spécimens chorégraphiques de la Ménagerie de verre
 
Le suspense tient aussi de bout en bout le spectacle d'objets et de
projections Airplanes and Skyscrapers, manipulé avec brio par
l'Américano-Brésilien Ricky Seabra. Pourtant, le thème est connu de tous :
il s'agit du 11 septembre 2001. Revu à travers le prisme magique de la
mémoire de Seabra, fan depuis l'enfance d'avions et de gratte-ciel, il fait
l'objet d'un décryptage émotionnel lié à la vie de l'artiste.
 
Entre autofiction et hypothèses historiques personnelles sur les causes de
cet acte de terrorisme, Ricky Seabra élabore un scénario sophistiqué qu'il
met en oeuvre sous nos yeux grâce à un dispositif vidéo. Il manipule des
images découpées dans les magazines, compose des collages sur lesquels il
fait planer des avions miniatures, insère des films d'archives. Le tout est
projeté en direct sur un écran et relié par Seabra. On ne rate rien de cette
épopée définitive comme la perte de l'innocence et de la foi en l'avenir.
Défaite de l'humain, défaite de l'invention architecturale, après Richard
Seabra, on ne pourra plus regarder les avions et les gratte-ciel de la même
façon.
 
Rosita Boisseau
Article paru dans l'édition du 17.11.05
Desacostumados à la Ménagerie de verre, Paris-11e. Jusqu'au 3 décembre. 20 h