I EU
um manifesto para a improvisação

“Qien és más macho: la linha ou la curva?” quien és más macho la coreografia o la improvisacion? Com estas questões em mente, Andrea Jabor  criou o solo i eu.  O solo é uma espácie de Manifesto da Improvisação onde a artista se propõe a entrar em cena para improvisar  e libertar sua dança em cima de uma estrutura pré determinada.

RELEASE
I eu é um solo sobre o conflito que ronda o artista: entre a poesia e a subjetividade do mundo da criação artística, e a correria acelerada e violenta da objetividade do mundo concreto e real. Como estar dentro e fora ao mesmo tempo, quando o tempo e o espaço são sempre tão relativos? Qual é o lugar das coisas? O que marca a coreografia? Este solo é movido por questões e conflitos que intrigam a performer e coreógrafa Andrea Jabor na sua criação. A poesia subjetiva do mundo interno do artista versus a correria objetiva do mundo externo do dia a dia. A estrutura mestra deste solo surge da tentativa de criar uma ponte entre lugares opostos e da dificuldade de uni-los.
 
A coreografia está apoiada na improvisação e na lógica do universo do clown. A estrutura funciona como uma grade espacial, com uma arquitetura que permite o movimento fluir, para que a interprete possa tecer livremente entre uma situação e outra e possa estabelecer pontes para a escuta e o diálogo entre o intérprete e a platéia, entre o silêncio e o movimento, a ação e o comentário.
Através de ações cotidianas, como carregar uma bolsa, se deslocar, dirigir, medir, pensar etc, Andrea cria um repertório de movimentos abertos à improvisação. surge então o questionamento: Coreografia ou Improvisação? “Quien és más macho?”
 
 
FICHA TÉCNICA
Concepção, dança, coreografia e trilha sonora: Andrea Jabor
Direção: Andréa Jabor e Ana Achcar
Desenho de iluminação: Alexandre Malta
Figurino: Bia Jabor
Fotos de: Oseas Jarmouch e Debora Amorim
duração: 28 minutos
 
CRÍTICAS DE ESPETÁCULOS
 
I EU, um manifesto para a improvisação.
por João Antônio para a mostra xyz de dança
(Professor de interpretação na UnB, Doutor em Artes Cenicas pela UNB.)
 Andrea Jabor é uma mulher sofisticada. Formada em musica pela Unb. Dança em Amsterdã e Londres. Sentiu-se como tantos outros artistas, expulsa do Brasil, pela era Collor. Viveu em meia dúzia de paises. Trabalhou com excelentes companhias teatrais no Rio de Janeiro. Coreografou o espetáculo Ensaio.Hamlet com a Cia. dos Atores, que está na minha lista dos melhores que já vi. E já vi muita coisa boa na vida.
 Com toda essa história ou talvez por causa dela, Andréa consegue chegar num trabalho extremamente simples. I EU, não necessita de grandes discursos, e ela está fazendo uma pós-graduação.
Não precisa de uma iluminação complicada, mas o iluminador Alexandre malta poderia assinar também a Cenografia.
 Com movimentos precisos, limpos, expressivos, honestos, claros, Andréa conquista o público, logo de início com sua simpatia.
 No programa, o texto é cheio de interrogações, as quais ela responde no palco com muita competência.
 Coreografia ou improvisação? Dentro da Arquitetura do Movimento (nome de sua companhia) ela criou espaços onde trafega com desenvoltura. Seu clown é ela mesma, sem medo do ridículo, da exposição, como é próprio dos palhaços. Assim, a poesia está na sua subjetiva visão do mundo.
 Ela vê as ações cotidianas como um vocabulário claro para poetizar com o gesto. Pergunta: “quien és mas macho?” Sei lá! O que acho bom é ver tudo junto. O macho e a fêmea, o silêncio e a música, o gesto desenhado e o cotidiano, a atriz e a bailarina, o simplesmente sofisticado.
 Mas para não falar que só falei das flores, fiquei com gosto de quero mais. Queria ver mais risco, mais no limite, mais fora do chão, mais tempo. Sinto que tem mais o que mostrar. Ainda bem. Que venha logo o próximo trabalho.
 
João Antônio.
Professor de interpretação na UnB, Doutor em Artes Cenicas pela UNB.
 

 
Trechos da CRITICA DE Liana Gesteira - jornalista e pesquisadora do acervo Recordança.
 
A música Adios Nonino de Astor Piazolla, inspira a movimentação da dançarina que parece construir a partitura da musica com o corpo. Cada nota dramática do Argentino ressoa nos músculos e na pele de Andréa, propiciando um momento de beleza ao público. As escolhas da artista são sinceras, transmitindo uma sensação de estar confortável em cena, e quando dúvidas aparecem, Andréa rapidamente as coloca para sua platéia.
 
...as escolhas no trabalho de Andréa, são um exemplo de comunicação honesta entre criador e o seu público. Essa relação é tão poderosa. Que a meia hora de duração do espetáculo deixou um gosto de quero mais no espectador.
 
 
Trechos da CRITICA DE JAIME GESISKY
 
....A artista liga a centrífuga dançante dela mesma e manda bala! Corre, agita, abre porta, fecha porta, senta levanta, corre, se exaure, ameaça se levantar, cai prostrada, levanta de novo e segue o giro...
 
Ela fez da dança um libelo pela vida, a nossa vidinha banal e encardida do levantar-comer-trabalhar-dormir-levantar, tudo sem se dar conta da vida que estamos jogando pelo ralo, a troco de muito pouco.
 
No meio dessa correria a coreógrafa conseguiu abrir uma fresta para falar de leveza, de poesia, e de coisas que fazem “silencia os automóveis e as motocicletas”. O espetáculo apesar de curto deixou o público encantado. Ela foi lúdica ao fazer uma brincadeira muito interessante.
 
De maneira bem conceitual e delicada ela fala da besteira que é tentar encerra em uma definição de masculino/feminino o traço da linha ou da curva, numa metáfora sobre a questão do gênero. Não importa: masculino e feminino coabitam no mesmo corpo: estão na natureza que desconhece preconceitos.
 

Condições técnicas
Um operador de som
técnicos para montagem de luz
Sala para ensaio.
Montagem pela manhã e ensaio geral à tarde (na véspera ou no dia).
 
Teatro
Dimensões do palco ideal: 8m x 8m com altura de 3m.
Piso: Linóleo de dança branco
Fundo: Ciclorama branco no fundo do palco
 
Som
Utilizamos a instalação de som do teatro.
A trilha está gravada em CD
 
Luz
Mesa de luz programável de 24 canais
 
 Cenografia
1 cadeira simples de madeira sem braço , (Eu levo 1 bolsa e um pano vermelho. )
 
Transporte e hospedagem
Transporte aéreo do Rio de Janeiro para 2 pessoas
Artista: Andrea Jabor e iluminador: Francisco Rocha.

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