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Desaparecida do Norte é o novo trabalho solo da coreógrafa e intérprete Andrea Jabor. O espetáculo está em processo e é inédito. Foi criado em 2004 e está aguardando finalização da coreógrafa para 2006/07. Inspirada pela personagem Clarinha Drummond, uma desaparecida na peça Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, Andrea retorna a textos que escreveu na virada do milênio para contar histórias de desaparecimento. Inclui histórias intrigantes e hilárias sobre o fenômeno de "Invisibilidade Humana Involuntária Espontânea".
É uma história sobre a necessidade que todos nós temos, de vez em quando, de sumir, de deixar para trás a forma, de se transformar. É um trabalho que explora sensações e situações de desconexão e a falta de um lugar. Desaparecida do Norte visita o lugar da memória perdida, onde pessoas, através de histórias e objetos, buscam encontrar sua identidade. Desaparecida do Norte é a história de pessoas que estão desaparecidas de si mesmas, em busca de algo que as reconheça. Mas é também a história da sutileza de lugares e pessoas invisíveis, lugares sentidos, mas não vistos. Lugares e memórias que resgatam em nós sentimentos de pertencimento. Agradeço pelo trabalho fotográfico de ANDRÉS MANNER. Clipping
A coreógrafa carioca Andrea Jabor fundou a Companhia Arquitetura do Movimento, em 1998, logo que desembarcou de volta ao rio, após longa temporada em Amsterdã, onde se graduou em dança contemporânea na Schooll of New Dance. Além do trabalho que desenvolve com o grupo no Condomínio Cultural, no Largo de São Francisco, mantém uma atividade constante com o americano-brasileiro Ricky Seabra, em Meclen, na Bélgica. A parceria rendeu dois espetáculos inéditos no Brasil: Aviões e Arranha-céus - sobre os atentados de 11 de setembro - e isadora.orb - que simula a dança sem gravidade, numa estação orbital. Agora a coreógrafa, que é sobrinha do cineasta Arnaldo Jabor, está montando Desaparecida do Norte, que aborda o desejo das pessoas de sumir da vida cotidiana. Andrea fará um ensaio aberto hoje - e no dia 12, no projeto Quartas Cênicas, no Sesc da Tijuca.
Jornal do Comércio Andrea Jabor expõe “Desaparecida do Norte” sob a forma de um embrião, ainda em fase de elaboração. O espetáculo versa inicialmente sobre diferentes histórias de invisibilidade e desaparecimento, mas o resultado, garante a coreógrafa, vai depender do que será dito e sentido na única apresentação aberta ao público. No final do espetáculo, Andréa promove um bate-papo informal, no qual divide impressões com os co-criadores da obra. “Ainda temos uns dois meses para costurar o espetáculo e eu trabalho em cima da improvisação, no risco de mostrar um trabalho e ouvir coisas que vou gostar ou não. Assim, o contato com as pessoas e a troca de experiências torna-se primordial” diz Andrea Jabor. Com uma linguagem que une dança, texto e projeções, a coreógrafa se inspirou em histórias reais e fictícias. Andrea interpreta histórias verídicas como a de Nassim, um refugiado iraniano que está à espera de asilo político e mora há dez anos no Terminal 1 do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. |
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